segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Stella Maris Rezende

www.stellamarisrezende.com.br


Escrever é praticar a magia delirante da linguagem; é seduzir, encantar, atiçar o sonho no coração humano; coração que é, na sua verdade mais verdadeira e mais poética, um coração leitor.

Primeiro, houve “o rapaz que não era de Liverpool”. Fiquei sonhando com ele e até escutei uma música que ele ainda nem sabe que existe. Depois, “era uma vez outra vez”, e outra vez mais uma vez eu sonhei. Vai daí “a distância das coisas” ficou perto, muito perto, tão perto, que eu quase peguei na lonjura de coisa nenhuma. Que revestrés era esse? Um embondo estúrdio. Depois, apareceu um “pivetim” muito do atrevido. Eu assuntei o silêncio dele. E das palavras dele fiz uma pergunta bem siligristida. Por derradeiro, aconteceu “o sumiço da pantufa”. Eu ri. Eu procurei. Não encontrei. Mas continuei sonhando. Continuei procurando.

Perguntar não acaba nunca. Será que o meu sonho mais inquieto atiçou outro sonho mais inquieto ainda? Ara mas tá. Só sei que convidei para uma certa viagem “a menina guardiã dos segredos de família”. A menina viajou no mais lindo Barco a Vapor: a Literatura. Só falta eu dizer que meu sonho é meu trabalho, meu afinco de angústia e de alegria, minha fome de lidar com as palavras e os silêncios.



* Discurso da autora na noite do 6º Prêmio Barco a Vapor, 23 de agosto de 2010. Exclusivo para a Página de Rostos da LIJ. Foto: Resumo do Cenário.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ana Raquel

anaraquelilustradora.blogspot.com

"Hoje, o surpreendente é que desenho, colo, improviso como sempre fiz e, no final sai uma ilustração que, a rigor, é virtual. A cor grossa, como pinceladas; a transparência aguada, conseguida "escovando pixels" horas a fio; aquele bordado que fiquei o dia todo desenhando ponto por ponto, não existe. Nada disso existe antes de ser impresso, só o gesto que guia a caneta digital é real, a arte final é uma luz num monitor."

"[...] existe uma coisa chamada mercado editorial que é o que faz (ou impede) nossos livros de chegarem aos leitores e que é comandado por adultos. Que não tem tempo de parar para ler nuvens no céu e nem pra ficar lendo figuras e descubrindo histórias em livros como este... Então, pela falta de espaço para o livro infantil na cabeça dessa gente grande (e os de imagem nem se fala ou pouco se vê) resolvi como que começar uma campanha sutil e bem humorado: tipo 'ei galera, faça um adulto feliz, dê-lhe um livro ilustrado'."

Imágicas: histórias do arco da velha Ana Raquel
* Fragmentos do posfácio do livro, foto: Flipinha



Ana Raquel 2010! 30 Anos (ilustrando...)


Do encontro no Rio de Janeiro, 2005:


Livros que comentei e vou comentar:
+ Cajaré
+ Ovo
P.S. O link para os livros vem depois...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Délcio Teobaldo


“Quero dividir os parabéns desta noite com os jurados que me concederam o Prêmio Barco a Vapor. Parabéns pela sensibilidade social e percepção histórica que permitiram a Pivetim entrar aqui e participar desta festa. Caso contrário, ele estaria ali, com o nariz pregado na porta, tentando adivinhar o que estava acontecendo aqui dentro e, mesmo assim, ele seria invisível, como quaisquer meninos de rua."

* Fragmento do discurso do autor na noite do 4º Prêmio Barco a Vapor.
Leia mais: Moleques e mestiços no mesmo espelho.br »

Foto: Resumo do Cenário


No Resumo do Cenário:
+ 'Pivetim' sobe ao Barco a Vapor
+ Sai dessa, mermão!
+ Novo tripulante



Pivetim, de Délcio Teobaldo
4º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil (2008)