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Escrever é praticar a magia delirante da linguagem; é seduzir, encantar, atiçar o sonho no coração humano; coração que é, na sua verdade mais verdadeira e mais poética, um coração leitor.
Primeiro, houve “o rapaz que não era de Liverpool”. Fiquei sonhando com ele e até escutei uma música que ele ainda nem sabe que existe. Depois, “era uma vez outra vez”, e outra vez mais uma vez eu sonhei. Vai daí “a distância das coisas” ficou perto, muito perto, tão perto, que eu quase peguei na lonjura de coisa nenhuma. Que revestrés era esse? Um embondo estúrdio. Depois, apareceu um “pivetim” muito do atrevido. Eu assuntei o silêncio dele. E das palavras dele fiz uma pergunta bem siligristida. Por derradeiro, aconteceu “o sumiço da pantufa”. Eu ri. Eu procurei. Não encontrei. Mas continuei sonhando. Continuei procurando.
Perguntar não acaba nunca. Será que o meu sonho mais inquieto atiçou outro sonho mais inquieto ainda? Ara mas tá. Só sei que convidei para uma certa viagem “a menina guardiã dos segredos de família”. A menina viajou no mais lindo Barco a Vapor: a Literatura. Só falta eu dizer que meu sonho é meu trabalho, meu afinco de angústia e de alegria, minha fome de lidar com as palavras e os silêncios.
* Discurso da autora na noite do 6º Prêmio Barco a Vapor, 23 de agosto de 2010. Exclusivo para a Página de Rostos da LIJ. Foto: Resumo do Cenário.

Escrever é praticar a magia delirante da linguagem; é seduzir, encantar, atiçar o sonho no coração humano; coração que é, na sua verdade mais verdadeira e mais poética, um coração leitor.
Primeiro, houve “o rapaz que não era de Liverpool”. Fiquei sonhando com ele e até escutei uma música que ele ainda nem sabe que existe. Depois, “era uma vez outra vez”, e outra vez mais uma vez eu sonhei. Vai daí “a distância das coisas” ficou perto, muito perto, tão perto, que eu quase peguei na lonjura de coisa nenhuma. Que revestrés era esse? Um embondo estúrdio. Depois, apareceu um “pivetim” muito do atrevido. Eu assuntei o silêncio dele. E das palavras dele fiz uma pergunta bem siligristida. Por derradeiro, aconteceu “o sumiço da pantufa”. Eu ri. Eu procurei. Não encontrei. Mas continuei sonhando. Continuei procurando.
Perguntar não acaba nunca. Será que o meu sonho mais inquieto atiçou outro sonho mais inquieto ainda? Ara mas tá. Só sei que convidei para uma certa viagem “a menina guardiã dos segredos de família”. A menina viajou no mais lindo Barco a Vapor: a Literatura. Só falta eu dizer que meu sonho é meu trabalho, meu afinco de angústia e de alegria, minha fome de lidar com as palavras e os silêncios.
* Discurso da autora na noite do 6º Prêmio Barco a Vapor, 23 de agosto de 2010. Exclusivo para a Página de Rostos da LIJ. Foto: Resumo do Cenário.
"Hoje, o surpreendente é que desenho, colo, improviso como sempre fiz e, no final sai uma ilustração que, a rigor, é virtual. A cor grossa, como pinceladas; a transparência aguada, conseguida "escovando pixels" horas a fio; aquele bordado que fiquei o dia todo desenhando ponto por ponto, não existe. Nada disso existe antes de ser impresso, só o gesto que guia a caneta digital é real, a arte final é uma luz num monitor."
